Thursday, December 31, 2009

Feliz ano-novo


Fala galera, bão?

Então, só tou escrevendo pra poder pedir desculpas pelo relativo sumiço do blog a semana passada. Pude ver pelas visitas diárias do blog que durante essa época quase ninguém estava entrando e além disso eu tava naquela correria de festas de fim-de-ano aqui em São Luís.

Estou escrevendo aqui só pra desejar um feliz ano-novo pra todo mundo e que tenhamos um ano de 2010 melhor e sem dinheiros nas meias e em panetones.

Abraços maranhenses



Charges direto do www.jacarebanguela.com.br

Wednesday, December 30, 2009

Espírito Empreendedor

Marcamos de nos encontrar no albergue delas. Desci pra lá como combinado e começamos a procurar uma balada pra poder entrar. Descemos pro cais onde havia várias baladas diferentes e entramos na primeira que vimos. Não precisava pagar pra entrar.
Sentamos numa mesa e ficamos vendo de qual era da balada. Ficamos conversando um pouco. A balada chegava a ser engraçada se não fosse trágica. Só tinha homem pra tudo que era lado, todo mundo sentado e ninguém, absolutamente NINGUÉM, dançando. Claro que aquilo não seria um problema pra gente.
Enquanto estávamos sentados conversando sobre o que iríamos fazer veio um cara, que mais parecia um garçom, e perguntou se não queríamos algo. Falamos que não e ele saiu. Depois de uns dez minutos voltou e perguntou se queríamos algo. Falamos que não e ele saiu. Depois de mais uns dez minutos ele voltou e perguntou se queríamos algo e ficou nessa de dez em dez minutos. Me senti como nesse vídeo do Hermes e Renato abaixo:


Pra fugir do garçom mala, nos levantamos e fomos dançar um pouco. Cara, o que foi aquilo? A balada simplesmente PAROU pra poder ver as minas dançando. Elas também não contribuíam, né? Polacas, lindas, num lugar que só tinha homens de bigodes por todos os lados, elas dançavam de uma maneira muito sensual. Mermão, até eu parei um pouco pra ver. O que era aquilo, meu amigo? Por entre bigodes eriçados elas dançavam e rebolavam em frente a uma plateia que ia a loucura. Depois eu meio que fiquei de lado com vergonha dos caras ENCARANDO as minas sem parar. Me lembrou de uma foto célebre do tempo da Polônia.
Elas ainda por cima eram banqueiras. Toda hora iam no Dee Jay e pediam uma música diferente e quando ele não colocava, elas ainda iam reclamar. Enfim, acho que era o preço a pagar pra aquela balada ter um pouquinho de graça.
Depois de um tempo sentamos e começamos a conversar novamente. Adivinha o que aconteceu? Sim, eu tenho certeza que você já adivinhou:
- Deseja alguma coisa senhor?
- Rapaz, não, doido, obrigado! Eu REALMENTE não quero nada agora!
- Mas, você vai ficar aí sem consumir nada?
- Rapaz, pelo menos por agora sim, por quê?
- Porque você não pode fazer isso.
- Como assim?
- Você não pode ficar sem consumir nada.
- Uai, mas a festa não era de graça pra entrar?
- Sim, é de graça pra entrar, mas pra ficar tem que consumir algo.
- Tá, tá bom, eu consumo mais tarde.
- Não, senhor. Você tem que fazer um pedido.
- Uai, cara! Não tou te entendendo. Por que você tem que me FORÇAR a consumir algo?
- Senhor, como é que as pessoas fazem dinheiro no país que você vem? Meu patrão prefere não cobrar entrada, mas em compensação a única maneira de ele fazer dinheiro é assim. Quando as pessoas pedem uma bebida ou algo do tipo.
- Tá, se eu não pedir agora você vai me colocar pra fora, é isso?
- Provavelmente...

Levantei, fui lá onde as meninas estavam dançando e deixei ele falando sozinho.
Pensa que ele se fez de rogado? Naadaaa... Pegou as bolsas que as meninas tinham deixado na mesa e começou a levar na direção da porta. Eu não paguei pra ver se ele ia jogá-las pela porta ou não, mas pelo jeito que o bicho ia REALMENTE parecia que ele iria fazer isso. Pegamos as coisas delas e ele nos apontou a porta da rua. Simples assim. As ÚNICAS mulheres da festa foram expulsas porque não estavam consumindo nada dentro do bar. Tristeza geral entre os marmanjos que estavam lá dentro quando a atração estava indo embora. Pude perceber que espírito empreendedor não era lá o forte do dono da balada.
E lá vamos nós

Expulsos da balada, fomos procurar outro lugar. Paramos em um bar, dessa vez, por via das dúvidas, compramos logo uma cerveja e ficamos lá vendo que o iríamos fazer. Do nada um turco em uma outra mesa começou a gesticular um coração no ar e a gritar algumas coisas em turco apontando pra uma das meninas que estavam na minha mesa. Ele parecia querer dizer que estava apaixonado por uma das polonesas que estavam sentadas conosco. A gente tentou ignorar, mas o cidadão simplesmente não parava. Um peão de obras aqui era um lord comparado com o cara. O figura REALMENTE não parava e começou a ficar chato. Isso NO MEIO DE UM BAR LOTADO. Eu fiquei me perguntando se é assim mesmo que eles chegam em mulher na Turquia ou se de tanto as mulheres viverem cobertas, os caras quando olham uma mulher de saia simplesmente ficam mais loucos que o batman!
Enfim, como não podíamos ficar assistindo aquele show de desespero por uma mulher, resolvemos sair do bar antes que ele pegasse um tacape, desse na cabeça dela e a levasse arrastando pelos cabelos. Fomos para um outro bar e ficamos lá de boa. Do nada chegou um outro cara, mas dessa vez falando em inglês com a gente e sendo gente boa. Era o dono do bar.
O cara era REALMENTE muito sangue bom e virou nosso amigo. Depois de um tempo conversando, ele perguntou se não queríamos entrar na casa dele (o bar ficava nos fundos da casa dele) que ele queria nos mostrar algo. Eu não gostei dessa história de “vamos entrar aqui na minha casa”, fiquei com medo do cara querer fazer alguma maldade ou algo do tipo, mas as minas não tavam nem aí e foram logo entrando. Eu acabei tendo que ir mesmo.
Não era nada demais. Ele apenas foi mostrando a casa dele e no final mostrou uns gatinhos que a gatinha dele tinha acabado de parir. Claro que desmanchou o coração das minas, pois se tem algo que amolece coração de mulher é gatinho filhote sedendo de carinho. Ficamos conversando lá por um tempo e ele perguntou se não estávamos a fim de ir numa balada com ele. Eu mais uma vez fiquei escabreado e com medo de acordar numa banheiro de gelo com um rim a menos (pô, eu sou do Brasil, né, fera?), mas mais uma vez as meninas foram na frente e nem me deram tempo de titubear.
No final o cara levou a gente pra uma balada GIGANTESCA!!! Custava 30 euros pra poder entrar, mas ele nos colocou de graça lá dentro! O bicho era REALMENTE gente boa! A balada era coisa de outro mundo, o único porém é que já estava fechando. Ficamos curtindo um pouco lá até que deu umas quatro horas da manhã. Ficamos ainda dando um rolê, mas eu acabei indo embora e me despedindo das meninas e do cara, que, infelizmente, nem o nome mais eu lembro.
Noite surreal, amigo.
Voltei pra casa e comecei meus preparativos pra poder viajar Síria no outro dia.

Tuesday, December 22, 2009

Vestibulando canta - In the end

Galera, eu sei que essa charge é meio velha, mas retrata perfeitamente a minha situação agora estudando pra concursos. Selo Maurício Ricardo de qualidade, vale a risada:


abraços maranhenses

Monday, December 21, 2009

Perambulando por Antália


No outro dia resolvi dar a tradicional perambulada pela cidade. Acordei cedo e decidi ir para praia pra, pela primeira vez, tomar um banho no mar Mediterrâneo. Antália é famosa pelas diversas praias ensolaradas que fazem a alegria de europeus e russos. A galera lá do Norte desce em peso pra Antália nessa estação pois em agosto já começa a ficar frio na Europa. Quando saí da Polônia a temperatura estava oscilando entre 12 a 15 graus e chovia o dia inteiro. Saca só a temperatura que estava em Antália no dia em que cheguei lá:

Saí andando e pude ver algumas falésias que me lembraram as que havia visto em Bali.
Fui que nem um menino pulando de uma parada a outra achando que as falésias iam até as águas. Fui pulando, pulando, pulando... Vlapt, Vlapt, “Hahahahe-que-divertido”, “nossa-nunca-me-diverti-tanto”, “meu-Deus-que-felicidade” e... uooowwww... ACABOU O CHÃO!! Mermão!! A parada era um precipício!! Eu fui caindo, caindo e tive que sair me agarrando no que eu vi... Me abracei à primeira coisa que vi e me arranhei todo.
Cara, quase que eu volto pra casa todo molhado, hehehe... Depois dessa experiência de quase morte, resolvi fazer algo mais seguro como nadar com tubarões ou chamar a Feiticeira pra porrada.
Personificação de onde mais ou menos eu fiquei pendurado...

Fui pra praia pra ver “de qual é” e fiquei fascinado. As águas eram de uma pureza impressionante. Nem água de piscina era tão clara como aquela. Comecei a andar pela areia e fui surpreendido por algo interessante. As praias tinham cordas pra delimitar as partes privadas dos hotéis. Nunca tinha visto isso.
Depois de um tempo nadando voltei pra areia pra dar uma secada e notei que duas minas estavam pegando sol ao meu lado. Bem, já tava ali mesmo... sentado... sem fazer nada... não custava nada puxar um assunto com elas, né? Cheguei do lado como quem não quer nada e conversa vai, conversa vai, perguntei a nacionalidade delas: Polonesas! Bingo! Ficamos amigos e marcamos de sair mais tarde pra poder tomar uma cerveja. Beleza, voltei pro apartamento pra trocar de roupa mais feliz que o traficante da Amy Winehouse. Tomei meu banho, troquei de roupa e quando estava saindo de fininho pela porta do apartamento, o Mehmet veio pra falar comigo:
Taxista tirando um cochilo. Ow menino bunitinho, meu Deus!

- Claudio, onde cê tá indo, cara?
- Er... hum... veja bem... eu... eu... eu tou indo dar uma volta na cidade, cara!
- Ah, que legal, vou com você então, posso te apresentar tudo por lá.
- Er.. hum... veja bem... Não precisa não, cara. Não quero incomodar, pode ficar aí...
- Não, não, pode deixar que eu vou...
Cara, tudo o que eu não queria era mais gente pra poder melar meu esquema com as polacas. Ainda mais um TURCO e ainda por cima tiozão. Fiquei até imaginando como deveria ser essa combinação explosiva. Imagina aqueles tiozão chegando nas minas aqui no Brasil? Agora imagina um cara TURCO e ainda por cima tiozão, realmente me deixou preocupado o que poderia ocorrer... Desculpa, cara, não é nenhum preconceito com os turcos, mas é que o último que eu havia conhecido eu não tive uma boa impressão na Tailândia. Perdoem pelo politicamente incorreto, mas esse é um blog de viagens com um toque de humor. Mas segue o diálogo:
- Não, mas eu vou sair com uns amigos brasileiros que conheci por aí. A gente quer só falar português o dia inteiro.
- Não tem problema...
- Mas, mas...
Outra coisa que me impressionou nessas praias de Antália. Vocês já tinham visto uma praia que não possui areia, mas... Pedras?

Mas não teve jeito. Ele acabou indo comigo. No caminho expliquei que ia me encontrar também com duas polonesas que havia conhecido na praia e talvez o brasileiro não fosse aparecer. Ele não percebeu que eu estava de caô e acabou vindo comigo. No final eu percebi que estava sendo um imbecil com o Mehmet e foi muito legal ele ter ido comigo encontrar as meninas. Ele era gente boa demais e, apesar de estarmos no Ramadã, o figura acabou bebendo do mesmo jeito, ehheheehe.
No outro dia fui pra praia novamente e fiquei só de boa. A noite tinha marcado de sair mais uma vez com as minas pra pegar uma balada e, vou te dizer, como foi engraçada essa minha primeira experiência na noite turca... Assunto pro próximo post...

Friday, December 18, 2009

Mario fase impossivel!

Galera, esses dias tava navegando pela internet e me deparei com esse videozinho MUITO engraçado
de um cara narrando um outro jogando Super Mario. Vale a pena ver pela habilidade do figura e também
pelos comentários do ruela.

Amanhã tem post novo.



abraços maranhenses

Wednesday, December 16, 2009

FURICO LI FURICO LA


MUITO BOM!!

Tuesday, December 15, 2009

Antália


Antália fica situada na província de mesmo nome, sendo a sua capital. É uma cidade consideravelmente antiga, provavelmente fundada no século II a.C. Acredita-se que ela foi fundada pelo imperador Attalos II, nomeando a mesma Attalia. Foi disputada por diversos povos devido a sua posição estratégica e, como boa cidade do Oriente Médio que é, pertenceu a diversos impérios diferentes no final ficando sob domínio turco.
Hoje possui uma população de aproximadamente 800.000 habitantes e é um dos principais pontos turísticos da Turquia. Russos por todos os lados com o bolso cheio de dinheiro fazem a cidade ser absurdamente cara.
Couch em Antalya
Rodoviária em Antália

Cara, a viagem até Antalya transcorreu normalmente. Engraçado foi quando cheguei à rodoviária.
Cara, olha que interessante isso. O ônibus que eu peguei de Istambul a Antália tinha internet wireless. Eu nunca tinha visto...

O cara que ia me hospedar já se encontrava lá me esperando. Ele era um pouco mais velho, tinha uns 45 anos, se chamava Mehmet, era turco e engenheiro-chefe de uma empresa ao lado da casa dele. Gente boa demais. Assim que eu fui descendo, ele foi me cumprimentando. Eu fui lá, ofereci minha mão a ele achando que ele ia me abraçar. Cê acha?? Naadaaaa... O cara veio pra me abraçar e PREU! ME TASCOU UM BEIJÃO NA BOCHECHA!! Eu confesso que achei meio estranho na hora, afinal, não é todo dia que um tiozão vem e é, digamos, tão carinhoso assim com você... Mas enfim, depois desse choque cultural tudo começou a ficar de boa...
Seguimos para sua casa e lá deixei minhas coisas. O Mehmet era indescritivelmente gente boa, falava inglês com dificuldade mas era extremamente gentil. Ele inclusive saiu do trabalho só pra ir me buscar. Deixou-me em casa e marcamos de sair apenas mais tarde.
Quando foi de noite ele foi me buscar em casa, saímos pra encontrar mais outros dois couchsurfers de Antália e fomos para um jantar. A única parte engraçada foi na hora de pagar a conta. Fomos comer em um restaurante meio caro e cada hora que descia um prato novo eu fazia as contas... E os caras não paravam de pedir comida! Eu me vi logo desesperado porque vi que minha grana de uma semana inteira iria embora. Na hora que veio a conta, veio junto o meu desespero. O desespero acabou ficando engraçado. Um dos turcos acabou aproveitando que o outro estava no banheiro e VLAPT pegou a conta na mão e, veja só, tirou a carteira pra já ir pagando.
Na hora o outro turco veio do banheiro e, olhando aquela cena, VOOU pra cima dele e queria tomar a conta da mão dele!! Os caras basicamente começaram A BRIGAR pra ver quem iria pagar a conta! Mas não no estilo brasileiro, no estilo turco! Um queria pagar a conta e o outro não queria deixar!! E foi nessa, os três brigando, quase saindo no tapa pra ver quem iria pagar e eu lá observando aquela cena. Logicamente eu também queria entrar na briga pra poder pagar a conta inteira sozinho, ou você acha que não? Eu só não me ofereci porque senão a briga iria ser maior. Hahahahaha...
Depois de um impasse, eles conseguiram entrar num consenso lá e pagaram a conta. Saímos pra poder dar uma volta na cidade. Detalhe, estávamos no Ramadã, o mês mais sagrado para os islâmicos no mundo inteiro. Só pra vocês terem uma ideia, em países como a Síria, durante o Ramadã os muçulmanos não consomem QUALQUER TIPO DE COISA entre o nascer do sol e o pôr-do-sol. Água também. Os caras não podem nem beber água durante o dia. Pois então, estávamos durante o Ramadã e eu só observando. Saímos pra comer pela tarde e os caras comeram, beberam e o caramba...
Depois fomos para, uma mesquita? Não! Fomos para um BAR!! E começamos a beber CERVEJA!! Em alguns países islâmicos bebidas alcoólicas são sequer permitidas, beber durante o Ramadã então seria algo tão herege como marcar um churrasco durante a semana santa (aquele período em que só podemos comer peixe) ou então, sei lá, sair no tapa com a vó durante a ceia de natal por causa de um pedaço de coxa de galinha...
Cartão postal de Antália.

E o bar CHEIO de gente!! Cara, eu comecei até a ficar sem graça de estar participando daquela heresia, sem saber o que fazer, fui lá e falei com o Mehmet:
- Ôw Mehmet, tipo... Você é muçulmano certo?
- Sim, Claudio, como todo bom turco...
- E... er... estamos no mês do Ramadã, certo?
- Sim!
- E tipo... Não seria meio errado a gente estar bebendo no Ramadã, cara?
Ele me olhou, deu uma risada e falou:
- Ah, brother! A Turquia é um país moderno! Quando você for à Síria você se preocupa com isso...
- Hauhauhueha. Então estamos conversados! Desce outra cerveja por favor...

Saturday, December 12, 2009

Resumo da semana


amanhã tem post novo...

Friday, December 11, 2009

Brasília, 09/12/09 – O dia em que o DEM voltou a ser Arena

Direto do blog de um velho amigo, Rogério Tomaz Jr.

http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2009/12/09/o-dia-em-que-o-dem-voltou-a-ser-arena/

Pra quem mora em Brasília, está indignado e não quer ficar vendo só tudo pela televisão, vamos participar, galera. Hoje há um carnaval fora de época na Rodoviária do Plano Piloto às 18h. Eu não vou estar lá pq meu concurso já está aí, mas vou acompanhando as informações...

Brasília, 9 de dezembro de 2009. Dia Mundial de Combate à Corrupção.

Milhares de pessoas se reúnem na Praça Buriti, em frente ao Palácio do mesmo nome, antiga sede administrativa do Governo do Distrito Federal, no Eixo Monumental (no mapa, o “corpo” do avião).

Estudantes, sindicalistas, militantes e profissionais de todas as áreas, aposentados, crianças acompanhadas dos pais, parlamentares e lideranças populares.


Ato pacífico. A única “ousadia” dos manifestantes foi retardar por alguns minutos o tráfego, como forma de chamar a atenção para o ato e mostrar à população que os escãndalo do Panetonegate não vai ficar sem resposta do povo. Aliás, a maioria dos motoristas e passageiros nos ônibus buzinava e acenava em sinal de apoio à manifestação que expressa a indignação contra a máfia que ocupa o GDF.

Até que a Polícia Militar do governador José Roberto Arruda – aquele que violou o painel de votação do Senado em 2001, quando era do PSDB – resolve rasgar a Constituição e mostrar com quantos porretes, balas, bombas, gases e cascos se faz uma democradura.

- Rodoviária, não! De jeito nenhum!, foi a ordem que ouvi o Tenente Coronel Silva Filho, comandante da operação, passar ao telefone para algum subordinado.

A essa altura, a cavalaria da Tropa de Choque da PM já havia promovido duas investidas contra os manifestantes (víde abaixo). E o BOPE (sim, o BOPE!) já havia bloqueado a caminhada que os manifestantes faziam pelo gramado central do Eixo Monumental (vídeo abaixo também). Foram, literalmente, acuados e empurrados para a pista do Eixo no sentido Leste-Oeste, por onde o trânsito já fluía normalmente.

Silva Filho é um oficial extremamente experiente (os cabelos brancos atestam) e extremamente preparado emocionalmente, como se vê nesse vídeo:

No Dia Mundial de Combate à Corrupção, o único governador do Democratas no Brasil fez o seu partido deveras orgulhoso ao permitir uma rememoração real dos gloriosos tempos em que eles, com o nome de Aliança Renovadora Nacional (Arenaclique aqui), mandavam e desmandavam no país.

Por algumas horas, Brasília voltou à década de 1960, quando a Universidade de Brasília fora invadida pelos militares e as manifestações políticas estavam proibidas.

Curioso que o argumento utilizado por outro oficial (na matéria do Jornal Nacional, abaixo) para descer o porrete e os cascos nos manifestantes foi que estes (“um pequeno grupo”) estavam ameaçando o direito de ir e vir da “sociedade brasiliense”… não impediu que a Polícia Militar impedisse o direito de ir e vir dos manifestantes que pretendiam ir à Rodoviária do Plano.

Esse é o governo Arruda. E só agora entendemos o real motivo que o fez transferir a sede do GDF para bem longe do Plano Piloto.

E esse é o tipo de mentalidade que predomina nesse grupo protofascista que se organiza na forma de partido e tem saudades da ditadura civil-militar por meio da qual tanto se lambuzaram com o doce poder.

Esse é só o começo. Ocupação na Câmara Legislativa e primeiro ato público. Brasília não vai parar enquanto Arruda e sua máfia não for varrido!

Mais informações:

http://foraarrudaetodamafia.wordpress.com

http://www.foraarruda.com

http://www.brasilialimpa.com.br

Matéria do Jornal Nacional mostrando o alto grau de preparação da PM-DF

Fotos: Rogério Tomaz Jr.


Thursday, December 10, 2009

Tinha esquecido de homenagear o grande...

Imagem roubada do kibeloco.com.br

Perambulando por Istambul, parte 3


Após sair do bazar turco segui em direção à “Torre de Gálata”, um dos vários cartões-postais de Istambul. Ela é uma das torres mais velhas do mundo. Foi construída, ainda de madeira, pelos bizantinos no ano de 528 D.C. Posteriormente foi destruída pelos cruzados, mas reconstruída pelos genoveses em 1348. Após a tomada da cidade pelos turcos otomanos em 1453 a torre foi sendo reformada e utilizada como ponto de vigilância por eles. Hoje ela tem reforço de concreto e é aberta a visitação.
Torre de Gálata vista do outro lado do Bósforo
Ela fornece uma impressionante vista do estreito de Bósforo, da Mesquita Azul e da Basílica de Santa Sofia. (Cliquem na foto para vê-la melhor)
Caso vocês ainda não tenham observado, é possível ver várias mesquitas diferentes nas fotos acima. Isso é interessante porque assim como nós temos várias igrejas espalhadas pelas cidades, eles tem várias mesquitas. O que isso quer dizer? Cara, mesquita não é algo que eu esteja lá tão acostumado, portanto toda mesquita nova que eu passava perto, eu me encantava com toda aquela opulência... Fiquei imaginando se os islâmicos pensam a mesma coisa ao passar ao lado de nossas igrejas.

Eu ia lá e batia umas fotos. Tinha uma que eu achei interessante o TANTO de pombo que tinha ao redor do povo que tava batendo foto por lá. Depois que eu fui ver que tinha um tiozão fazendo uma grana que vendendo milho pra poder dar a eles e tinha uma galera se divertindo com isso.
Depois de alguns dias dando algumas voltas por Istambul (cara, eu poderia fazer um blog inteiro sobre os monumentos que pude ver por lá) decidi tomar coragem e enfrentar a minha próxima viagem, a Síria. Aproximadamente 1800 km me separavam de Istambul até o destino final. É muito? Bem, pra viajar no Brasil, que é um país só e tem todas as cidades conectadas é muito, pra viajar naquela loucura que é o Oriente Médio é uma eternidade. Decidi que não iria direto.
Elas estão por todos os lados... Uhhhhh

Fiquei por um tempo pensando o que eu iria fazer e decidi fazer um “pit-stop” no meio do caminho para que a viagem não ficasse tão cansativa. Procurei no Couchsurfing.org as cidades do litoral da Turquia entre as quais possuíam mais couchs disponíveis. Acabei vendo que uma tal de Antalya parecia ser uma cidade com grande disponibilidade. Comecei a pedir couchs pro povo até que um cidadão disse que estava tudo bem se eu ficasse no couch dele. Ele parecia ser gente boa.
Eu queria entender o que esse brother queria engraxar...
Separei algumas coisas que não precisava e perguntei pro Yunus se tava tudo bem de eu deixar na casa dele. Pra pegar quando voltasse. Ele falou que era sem problemas. Separei minha mochila maior e lá dentro deixei algumas roupas, presentes, meu laptop e, sem ele saber, 200 euros dentro. Cara, isso é uma coisa boa do Couchursurfing.org, viu? Você poder deixar suas coisas na casa dos outros e não ter que se preocupar com isso. NUNCA que eu faria isso em um albergue. Claro que depois, quando voltei à sua casa, regressando da minha viagem à Síria e ao Líbano, estava tudo lá inclusive a grana que eu tinha deixado...
Centro de Istambul
No outro dia comprei minha passagem de ônibus e segui viagem.