Friday, February 24, 2012

Bonito, parte II. Passeio de Bote

No outro dia, tentei fazer dois dos passeios mais famosos de Bonito: o do Rio da Prata e o Rapel na Gruta de Anhumas.
O problema é que, como falei, Bonito estava APINHADA de gente e os passeios de lá, como tem o seu caráter de turismo ecológico, tem um número limitado de pessoas que podem ir. Além de que todos são muito, mas MUITO, longe da cidade e os taxistas (e como todo taxista antes mesmo de ser um ser humano é sempre um GRANDE FILHO DA PUTA) cobram o olho da cara pra poder ir te levar lá (tinha taxista que queria 160 reais pra poder te levar em passeio a 25 km da cidade) acabava que eu ficava dependente de conseguir que as agências de turismo me encaixassem em grupos que já iam em vans ou carros alugados pra eu poder ir (e aqui fica outra dica, se for pra Bonito em mais de uma pessoa, alugue um carro, vai fazer MUITA diferença pra você). Aí eu ficava naquela sinuca, se tinha vaga no passeio, não tinha vaga em carro compartilhado, se tinha vaga no carro, o passeio já tava lotado. Comecei a ficar bem preocupado se eu iria realmente conseguir ir nos dois passeios acima citados. Como no segundo dia não consegui vaga nem carro, resolvi fazer um “passeio de bote” nas águas de alguns dos rios de Bonito. Deixo ênfase no termo “passeio de bote”, pq era só um passeio mesmo, não era um “rafting” como no início eu achava que seria.

Eu esperava isso
O passeio em si foi bem tranquilo. Passeio de família mesmo, um bando de crianças e pais e rema daqui, rema dali. Foi legal, mas longe de um tipo de passeio que eu tivesse escolhido pra poder fazer quando estivesse viajando sozinho.
Mas foi isso =(

Cara, a transparência da água de lá é impressionante
Mas o legal mesmo foi ir pra lá. Como falei, estava sozinho e não tinha alugado um carro. Acabei ficando na mão dos taxistas da cidade (o que não há coisa pior) e sem ter muito o que fazer. Como eles queriam um olho meu adiantado e um olho após o serviço, resolvi levar uma ideia com os mototaxistas da cidade e ver o que conseguiria fazer. Os caras das agências me sugeriam que eu não fizesse isso, afinal o passeio de bote era a 25 km de Bonito sendo que 15km eram só de estrada de terra batida. Pensei: “- Não, que eu sou maranhense, sou macho pra caralho, solto pipa e jogo bola e pá pá pá” e resolvi ir. Falei com um mototaxista e ele me falou que era tranquilo, que era super de boa, que eu podia ficar despreocupado que eu nem ia sentir a viagem. Rapaz...
Meu amigo, os primeiros dez quilômetros até que foram de boa, o resto é que foi aquela montanha-russa! Cara, vou te falar que poucas coisas foram emocionantes como aquele “passeio de moto”, viu? Mermão! A motinha tremia mais que gelatina em tsunami! Pela primeira vez na vida eu senti como uma britadeira se sente. E pensa que o motoqueiro se intimidava? Tava nem aí, o bicho ia era no pau!! Eu ficava de olho no velocímetro dele e nada de ele diminuir a velocidade a menos de 60 km/h. Teve uma hora que eu perguntei se dava pra ele ir um pouco mais devagar e ele me falou que era mais seguro (!!!!!!!!) ir naquela velocidade porque assim a moto não derrapava. Se fosse mais devagar corria o risco da moto derrapar e ambos sermos jogados pra fora da pista! Eita beleza! E o chão cheio de uns pedregulhos imensos, eu ficava só imaginando o que ocorreria se a moto passasse com o pneu por cima de um daqueles, se a gente não voaria longe! Só sei que na ida, quando chegamos, eu quase pedi pra ficar por lá mesmo, tamanho o medo de voltar todo aquele trajeto de moto! De tanto ficar quicando, quase que eu saio que nem essa cena de Chaplin abaixo:

Cara, cê tinha que ver era o tamanho dos caminhões que passavam ao nosso lado levantando poeira pra tudo que era lado!!! Eu até parei uma hora pra bater uma foto, pena que não ficou tão boa...
Caminhão passando do lado da nossa motinha. Se liga o tanto de poeira que levantava...

Passeio do Rio da Prata

Quando voltei do bote, fiquei perambulando pelas agências de turismo pra ver se eu conseguiria um passeio melhor. Corre daqui, corre dali, acabou que, milagrosamente, surgiu uma vaga para um dos passeios mais badalados de Bonito, o Passeio do Rio da Prata. Como já falei, foi um golpe de sorte, pois em Bonito quando tem vaga no passeio, não tem no transporte e vice-versa. O cara me explicou que eu havia um grupo com uma van alugada pra eles e sobrara uma vaga que eu iria pegar. Bola na rede, fui dormir.
Foto da internet
No outro dia, acordei bem cedinho, umas cinco da manhã e fui o primeiro a ser pego na pousada. Entrei na van e fomos para a segunda pousada. Fiquei naquela expectativa de quem seriam os meus amiguinhos de aventura. Quem iria se divertir comigo! Rapaz, quando eu vi o símbolo no primeiro squeeze que uma tia tava carregando, vi que estava seriamente em apuros. Era um símbolo da CVC. O dia seria longo. De repente, começou a entrar aquela “cambada CVC” dentro do ônibus. Ixi, mas era tia gorda, tiozão de bigode, menino gritando, pagodeiro, enfim, escreva a palavra “farofeiro” no Google imagens e tenha uma noção do tipo de gente que eu tou falando. Viva a nova classe média... Rapaz, seis horas da manhã e o povo já entrava na van gritando, que diabo era aquilo, vai ter energia assim na pqp. Teve uma hora que um cara virou pra mulher dele e falou: - Ai Ivonete, coça as minhas costas aqui. Tou todo me coçando. Juro que na hora me lembrei da foto abaixo:
A van tinha alguns lugares que dava pra você sentar sozinho, sem ninguém do seu lado e do outro lado uma fileira de dois ou três bancos. Sentei em um que tinha um banco do lado esperando sentar alguém legal e assim eu poder conversar e quem sabe conseguir uma companhia pra tomar um chopp a noite, mas tudo o que eu consegui foi que uma gorda sentasse do meu lado e fosse me espremendo a viagem inteira. Bom que na volta eu já aprendi e fui o primeiro a entrar na van pra poder pegar o lugar sozinho. Como não tinha muito o que fazer no caminho, tentei tirar umas fotos do belíssimo nascer do sol que ocorria, mas infelizmente a minha máquina digital era vagabunda.
“Dois amigos estavam caçando no mato”. De repente uma cobra veio e picou um dos dois. Ele gritou para o amigo que tinha sido picado e pediu que ele telefonasse para o médico para ver o que deveria fazer. O amigo ligou ligeiro para o médico que lhe disse:
- Enquanto eu estou indo com o soro, você vai e chupa o local da picada que é para tirar o veneno da cobra.
Foi lá correndo onde estava o amigo e tomou um susto quando percebeu que o amigo havia sido picado bem na cabeça do pinto. O mordido, desesperado, foi lá e perguntou:
- E aí? O que foi que o médico disse?
- Uai... ele disse que você vai morrer!”

Eu até ri dessas duas, mas cara, ele contava dezenas dessas piadas de tiozão e o que mais me impressionava era que o pessoal se encasquestava de rir. E eu lá com aquela cara de “kill me!!”. Mas enfim, o bom foi que a trilha terminou logo!!
Foto pega na internet
Como tudo que havia em Bonito, o passeio é uma bela facada de caro, 213 reais, mas, cara, esse passeio valeu cada centavo gasto nele. Bicho, o que era aquilo? A água, como falei, num nível de transparência absurdamente impressionante, os peixes pareciam que voavam! Quem tiver a oportunidade, não perca a chance de um dia fazer esse passeio! Já fiz vários snorkellings em diversos lugares, mas como Bonito, esse sim, é único.

Os caras cobram 220 reais de passeio e não tem coragem nem de colocar  uma rede decente pra gente deitar... Essa porra dessa rede é feita de que? Couro de jumento?
Isso TUDO era o almoço. Nem salada decente tinha...
No final, tinha o mais aguardado, o almoço! Cara, não é por nada não, mas ficar umas três ou quatro horas flutuando e nadando em uma água relativamente fria dá uma fome GIGANTESCA! Saí de dentro d´água já com uma fome gigantesca. Quando cheguei lá pra comer o almoço, apesar de absurdamente caro, deixou muito a desejar, mas enfim, o importante foi que o passeio valeu cada centavo gasto.
Foto pega na internet

Abismo Anhumas

Quando voltei do passeio comecei a criar coragem em enfrentar um desafio ainda maior que o passeio do Rio da Prata. Desafio maior porque era mais perigoso? Mais pesado? Mais tenso? Não, desafio maior pq o preço do passeio era muito, mas MUITO mais caro do que o passeio do Rio da Prata. Se achava que o Rio da Prata era caro, o que falar do rapel no Abismo Anhumas que custava o módico valor de 468 reais POR PESSOA e SEM TRANSPORTE? Pois é, cara, realmente fiquei um bom tempo meditando comigo mesmo se valeria a pena eu espocar uma grana dessas em apenas um dia de passeio. Cara, é muito dinheiro! Conversei com um, conversei com outro e depois de um tempo de indecisão decidi ir. Ah, quer saber? Já tava lá mesmo...
Foto tirada no fundo do lago da gruta. Linda, diz aí?
Acabei me decidindo quando conversei com várias pessoas e todas me confirmaram que era um passeio único na sua vida. Cara, pense em uma gruta. Agora pense que essa gruta tem um, digamos assim, um “teto” de 72 METROS DE ALTURA q vc desce de rapel. Dentro da gruta lá embaixo, um imenso lago de águas cristalinas com 80 metros de profundidade, cheio de galerias e estalactites e estalagmites gigantes e com uma visibilidade de dezenas de metros. No final, volta como foi, de rapel, só que dessa vez subindo ao invés de descendo. Cara, realmente vale a  pena. Esse é outro passeio em Bonito que vale cada real, cada centavo, cada pacote de miojo que possa faltar na sua casa após pagar o passeio. SENSACIONAL! Pra melhorar, janeiro era a melhor época pra se descer, já que era o único mês em que ficava um feixe de luz iluminando o lago vindo da entrada de luz no abismo. Posso dizer que poucas coisas no mundo podem ser tão lindas como o que vi naquele dia. Nossa, que da hora! Tem gente que gasta mais do que 468 em um par de tênis ou de sapatos, mas visitar aquele lugar valeu mil vezes esse preço. Lugar único em beleza no mundo.
Feixe de luz que reluzia no lago ao fundo. Muito lindo! Foto tirada da internet


A única parte vergonhosa foi que, como falei, assim como descemos, temos que subir. E como é que sobe? Bem, do mesmo jeito que desceu, pela corda. A diferença é que na descida você tem a gravidade pra te puxar, na subida você que lutar contra a gravidade. Eles ensinam a gente a subir de volta. Você dá uma puxada na corda com os braços e depois com as pernas e se projeta pra cima. Parece fácil, mas cara... Eu tava num grupo com quatro meninas. Bicho, acredita que as quatro malditas subiram de boa e eu quase botei os bagos pra fora? Vergonha da porra...

Descer foi fácil...
Lá vou eu...
Difícil foi voltar. Esse sorrisinho só tava na cara pq foi o começo mesmo...

Tuesday, February 07, 2012

Bonito, Parte I


                Sempre nutri um grande desejo em visitar a cidade de Bonito. Adoro atividades na água e Bonito acho que seria o lugar perfeito pra poder fazer isso.
                Tirei alguns dias de férias e fiz uma das maiores besteiras possível: ir em alta temporada pra uma das principais atrações turísticas do Brasil. Depois explico. Peguei o meu voo para  Campo Grande e por sorte consegui um couch. No outro dia de manhã parti pra rodoviária em direção a Bonito.
                Na rodoviária, comprei o meu bilhete e fui obrigado a esperar por um pouco mais de meia hora antes do ônibus poder sair. Como não tinha o que fazer, comi um sanduíche por uma banca qualquer e depois passei em uma agência de turismo pra levantar algumas informações e também passar um pouco o tempo. Quando cheguei lá fui conversar com o atendente e ele já veio com aquele papo: “Ãhn? Indo pra Bonito em alta temporada? Rapaz, é melhor você reservar logo. Tenho um albergue aqui que só tem uma vaga e vai que tu não consegues um lugar pra ficar. Bonito é um lugar muito pequeno e que fica cheio muito rápido, pode ser que tu fiques na rua e pá pá pá... Pega meu albergue, que não sei o que...” e coisas do tipo que eu já estava acostumado. Pensei: “Arf... mais um que tá doido pra passar a perna em mim. Reservar um quarto de um albergue ao dobro do preço, pegar a diferença e fazer uma grana comigo... Sem chance”. O problema era que quanto mais eu conversava com ele, mas ele parecia sincero em me falar que era loucura chegar a Bonito em pleno mês de janeiro sem antes ter conseguido alguma acomodação. Ele parecia como todos canalhas que sempre me enganaram enquanto eu viajava, com a diferença que parecia bem mais sincero.

                Chegando a Bonito

                Peguei o busão e cheguei a Bonito mais ou menos pela hora do almoço. Como de praxe, em todos locais que já viajei e não consegui achar couch, saí perambulando pela cidade, batendo de pousada em pousada pra ver onde iria ficar. Geralmente, quando viajo, a minha estratégia é a seguinte. Vou a uma pousada que parece bem chique, depois vou na que parece a pior da cidade, vou em uma média e em mais umas outras duas. De posse de todos esses preços, vejo mais ou menos quanto é a média e assim tento achar um preço que eu queira pagar. Pois é... Só tinha um problema, toda pousada que eu batia e perguntava “Tem vaga?” a resposta indubitavelmente era “Não!” e lá ia eu pra outra pousada. E nessa de “tem vaga”, “não”, “tem vaga”, “não”, “tem vaga”, “não”, comecei a ficar preocupado em realmente não achar uma pousada e ter que dormir na rua. Pode parecer que eu estou inventando, mas não, cara, é realmente isso mesmo. Não é que estava muito caro! Era que não tinha mesmo!
Cheguei a Bonito numa quarta feira e realmente não conseguia achar um lugar onde pudesse ficar. Cada pousada que eu passava e não tinha vaga, lembrava do cara da agência de turismo que, pro meu desgosto, dessa vez não estava mentindo. Ainda tentei ir ao albergue que ele havia me falado, mas, no intervalo entre eu falar com o cara da agência e chegar a Bonito, a única vaga do albergue em quarto coletivo foi ocupada. Caminhar, caminhar, caminhar... Até que fui chegando no fim da cidade, em uma estrada de terra que desbocava em uma pousada um pouco afastada da cidade. Fui caminhando e cada vez que chegava mais perto, mais assustadora ficava a pousada. O local era meio caindo aos pedaços, com paredes descascadas, portão de ferro enferrujado e coisas do tipo. Aquela típica casa de filme de terror. Cenário perfeito pra poder achar um quarto barato.
Bati uma foto da pousada pra postar no blog
Fui atendido por uma senhora até um certo ponto simpática que e que foi me mostrar os “aposentos”. Cara, que medo viu? Eu juro que eu achei que ela ia me levar pra uma catacumba ou algo assim. Quando desci, que liguei a luz, ela nem acendeu! As luzes estavam queimadas: “Faz tempo que ninguém se hospeda aqui, né senhora?” “Ah sim, mas eu te dou um desconto!”. Rapaz, mas ainda bem que não funcionava as luzes, pq eu teria medo de ver aquele quarto, o banheiro chega tinha teia de aranha pelos boxes. Lógico que não aceitei o quarto, mas depois fiquei pensando que se fossem nos meus tempos de mochileiro se eu não teria ficado lá era de qualquer jeito.
Seus aposentos são por aqui, senhor
Continuei procurando, mas, cara, tava praticamente impossível conseguir um lugar pra ficar. Não é que estava muito caro não, era que não tinha era mesmo! Procurei, procurei, procurei até que por sorte consegui achar uma pousada até relativamente confortável, com um quarto sobrando e com um preço razoável. Cara, eles cobravam 60 reais por dia por um quarto com ar-condicionado, banheiro privativo e cama de casal. Isso seria muito barato pra qualquer cidade turística do Brasil, mas considerando que era Bonito em alta temporada (cara, aquela cidade é MUITO cara em alta temporada!), achei o preço ridículo. Nem tentei barganhar porque realmente era um bom um preço.
No final, a pousada foi boa, mas foi ruim. Foi boa pq eu realmente tive conforto e sempre que entrava no quarto, já ligava o ar-condicionado. Por outro lado, cara, a pior coisa que você pode fazer quando viaja sozinho, é ficar em uma pousada. Você acaba ficando muito solitário. Bicho, toda vez que eu voltava de um passeio, umas cinco horas da tarde, o que me restava era ficar “forever alone” no quarto, lendo os livros que eu tinha salvo no meu Ipad. O albergue era 45 reais, quarto com ventilador, sete beliches no quarto (eu sei que não é necessário falar, mas em um beliche cabem duas pessoas, lembrem disso =P), mas pelo menos eu teria amigos. Além de que me obrigaria a sair, já que quanto mais o seu quarto é desconfortável, mais tempo você quer ficar fora fazendo alguma coisa. Conforto eu tenho em casa. Trocava fácil o desconforto por ter o que fazer a noite, pois pra mim não há nada pior que sentar em uma mesa de bar e ficar tomando cerveja sozinho...
Quarto
Se liga no café da manhã do lugar, cara!

Balneário Municipal

Entrada do Balneário Municipal
No meu primeiro dia em Bonito, não me restou muita coisa a fazer. Demorei tanto tempo tentando achar algum lugar pra poder ficar, que acabei por ficar livre só umas três e meia da tarde. Aí já não havia muito o que fazer. Achei que já ia gastar o meu primeiro dia forever alone no quarto quando o dono da pousadinha que eu iria ficar me sugeriu ir ao Balneário Municipal de Bonito. Fiquei meio em dúvida se iria ou não (pombas, a entrada era 20 reais e fechava já 17:00 da tarde), mas depois que ele me falou que trabalhava lá e que poderia me dar uma cortesia, resolvi que iria. Viva o dinheiro público!
O Balneário Municipal na foto do site do governo é assim...
Cara, pra quem não sabe o Balneário é o passeio MAIS barato que você consegue fazer em Bonito. Os naturais de Bonito nem pagam entrada, por exemplo. Tá certo que não é aquela coisa ridiculamente barata (só pra vocês terem uma noção, a entrada no Taj Mahal na Índia me custou 30 reais), mas pra Bonito o preço saía quase como um disparate. Resolvi ir. Fiz amizade com um moto-taxi lá que ainda me fez o incrível desconto de um real pra poder me levar e desci pro Balneário. Pois é, cara, pois lá é aquele famoso “barato que sai caro”. Mermão, mas tinha gente, gente, GENTE!! Apinhado de gente pra todo lado! Era farofeiro de um lado cantando pagode, tia gorda caminhando pro lado com a boca cheia de galeto, umas outras garotas de laje pegando sol e por aí vai. Enfim, aquele pandemônio.
Mas na verdade ele é mais ou menos assim...
Valeu só pela experiência que pude ter em pela primeira vez poder testemunhar o que é aquela água cristalina de Bonito. Cara, muito lindo! Os peixinhos ficavam bem na superfície da água e dava pra você ver o fundo claramente. Nossa, mas uma piscina não conseguia ficar limpa como aquilo. A imagem era tão clara que até refração não parecia existir por lá. Agora pense, se num lugar, CHEIO de farofeiro, a água era cristalina, imagina como não seria em outros lugares. Sem noção.


Eu fiquei pensando se essa placa quer dizer "Cuidado ao pisar nos degraus" ou "Cuidado pra não pisar nos peixes". Olha o tanto...
Cara, pode parecer que usaram Photoshop, mas não. A água é cristalina  assim mesmo...